DE BRASÍLIA
A cobrança da bagagem, adotada pela Avianca, pela Azul, pela Gol e pela Latam nas viagens aéreas, ainda não trouxe beneficio claro aos passageiros. Das dez rotas mais movimentadas do Brasil, seis tiveram aumento ou estabilidade no preço médio pago pelos consumidores e quatro ficaram mais baratas nos primeiros meses da regra, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A ida e volta entre Guarulhos e Curitiba teve o maior aumento: 31,2% em novembro ante um ano antes. Longe da polêmica das bagagens, a alta pode ter relação com a menor disponibilidade de voos: o volume de assentos vendidos caiu 40%.
Três rotas tiveram oscilação próxima da inflação. Entre elas está a ponte aérea entre Congonhas e Santos Dumont, cujo preço de novembro subiu 1,8% ante 2016. Em outubro, houve queda de 1,5%.
Entre os trechos que ficaram mais baratos, a característica comum é o maior número de assentos vendidos. A redução de preço mais evidente ocorreu entre Congonhas e Porto Alegre, com recuo de 23,7%.
Embora as companhias defendessem que a mudança resultaria na queda do preço da passagem, agora argumentam que a bagagem é só um fator e outros aspectos - corno combustível, oferta e demanda são mais relevantes.
O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, explica que a oscilação dos preços se deve a vários fatores. "O querosene de aviação subiu 30%. E há movimentos distintos de demanda e concorrência (nas rotas)". (Estadão Conteúdo) |