Por Fernanda Pressinott | Valor
SÃO PAULO - A frota brasileira de aviação agrícola somava 2.115 aeronaves no fim de 2017 e era a segunda maior frota de aviões e helicópteros do mundo voltados à atividade, apenas atrás dos EUA. Esse número representa um crescimento de 1,5% (32 aeronaves) na comparação com o ano anterior e de 46,2% nos últimos dez anos.
O levantamento foi realizado pelo consultor Eduardo Cordeiro de Araújo com base em informações do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A frota dos EUA somava 3,6 mil aeronaves no ano passado e a do México, que ocupa o terceiro lugar no ranking global, 2 mil aviões e helicópteros. A Argentina, a quarta no ranking global, tinha 1,2 mil aviões e helicópteros no ano passado.
De acordo com o estudo, no ranking com 22 Estados, o Mato Grosso é o líder no tamanho da frota, com 464 aeronaves registradas; seguido pelo Rio Grande do Sul, com 427 aviões, e tendo São Paulo em terceiro, com 312 aeronaves. Minas Gerais foi o Estado que teve o maior crescimento (15,5%), passando de 71 aeronaves em 2016 para 82 no ano passado. Já a Bahia, que tinha 99 aeronaves em 2016, terminou o ano passado com 88 (- 11%).
O setor agrícola utiliza aeronaves para distribuir sementes e aplicar defensivos e fertilizantes nas lavouras. No Brasil, há 244 empresas de aviação agrícola que detêm quase 68% da frota nacional ou 1.435 aeronaves. |